A MONTANHA QUE CHORA (LAB), 2021

Projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc, em Itajubá-MG.

 

A Montanha que Chora é um espetáculo de música, dança e projeção audiovisual. Este ano, pela impossibilidade de execução do projeto presencialmente, adaptamos o que estaria no palco numa única peça audiovisual. A partir do roteiro original de 2018, introduzimos canções e perspectivas novas que nasceram nos últimos anos.

 

Com imagens captadas entre 2018 e 2021, o filme explora fatos, relatos e impressões de vida em Itajubá e na Mantiqueira, pela perspectiva de uma herança histórica contestável que nos condiciona a vida cotidiana. A destruição constante do nosso patrimônio natural, material e imaterial determina a escassez a que estamos condenados hoje. Por ações diretas ou omissões de atores do passado e do presente, somos impelidos a um modo de vida submisso às degradações estabelecidas como normais.

 

Toda nossa história conhecida e difundida é fruto de uma mentira elaborada por interesses escusos. Até quando Itajubá terá seu destino escolhido por atores escrotos? por pessoas sem capacidade política ou com interesses perversos? A Montanha que Chora é a morte dessa premissa velha, da cidade como reflexo de aplicações do poder hegemônico e opressor. Por sobre suas regras nós passamos e os destruímos, grão a grão, na demora que for. Esse é o nosso fim último.

"...se falarmos na 'Grande Marcha' do Moisés do Sapucaí (Padre Lourenço)… bem, aí então, teríamos um verdadeiro desmontar da história. Mas os documentos estão aí para serem estudados, investigados, cotejados e comparados, inseridos numa perspectiva mais ampla e global.
Eis o desafio para cada um de vocês"

Felícia Eugênia de Abreu Couto

Professora, historiadora, e grande pesquisadora 

da História de Itajubá, em entrevista para o NEPHIS em 2007